Vasco perde para o Palmeiras em jogo polêmico, com expulsão e pênalti não marcado
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| Em desvantagem numérica, o Vasco segurou o placar mínimo e manteve a decisão em aberto. |
O Vasco da Gama vai ter que buscar a vaga na grande final da Copa do Brasil com o apoio de sua torcida. Na tarde deste domingo (1º), o Cruz-Maltino travou um duelo de xadrez tático contra o Palmeiras no Allianz Parque, mas acabou derrotado por 1 a 0 no jogo de ida da semifinal. O placar magro dá a vantagem do empate aos paulistas, obrigando o time de Pedro Emanuel a vencer por dois gols de diferença no Rio de Janeiro. Uma vitória vascaína pela vantagem mínima leva a decisão para os pênaltis.
Mais do que o gol sofrido, o que dominou os debates após o apito final foi a atuação da arbitragem. A delegação carioca deixou o campo na bronca com o árbitro Anderson Daronco por conta de uma penalidade claríssima, não assinalada no início da segunda etapa, inflamando os bastidores e gerando forte posicionamento da diretoria cruz-maltina.
Postura agressiva e gol alviverde
O técnico Abel Ferreira surpreendeu na escalação inicial, e a postura agressiva do Palmeiras sufocou a saída de bola vascaína nos primeiros minutos. A pressão territorial surtiu efeito aos 24 minutos da primeira etapa. Em jogada trabalhada pelo meio, Marlon Freitas serviu Maurício, que infiltrou com liberdade e bateu sem chances de defesa para abrir o placar. O Vasco sentiu o golpe e teve dificuldades para acionar Alan Lescano na transição ofensiva, descendo para o intervalo em desvantagem.Bronca com o VAR e polêmica na área
O cenário mudou na volta do descanso. O Vasco subiu as linhas e, logo aos 4 minutos, protagonizou o lance mais comentado do jogo. Em disputa rápida dentro da grande área alviverde, o zagueiro Alexander Barboza interceptou a bola com o braço após ser dribaldo por Lescano. Os jogadores cruz-maltinos cercaram Daronco pedindo pênalti, mas o juiz mandou seguir. Após rápida checagem silenciosa do VAR deixou a torcida na bronca, ao endossar a decisão errada de campo, para desespero da equipe carioca.Após a partida, o presidente Pedrinho e o diretor executivo Admar Lopes subiram o tom contra a condução do jogo e a falta de revisão no monitor por parte do árbitro prejudicou o Vasco, e influiu diretamente no resultado da partida.
Expulsão trava reação e obriga recuo
Quando a equipe carioca começava a se assentar e rondar a área adversária em busca do empate, veio o balde de água fria. Aos 32 minutos, o zagueiro Alan Saldivia parou um contra-ataque promissor com falta, recebeu o segundo cartão amarelo e foi precocemente para o chuveiro.Com um homem a menos, Pedro Emanuel foi obrigado a fechar a casinha. O Vasco abdicou do ataque e montou um bloco baixo defensivo para suportar a blitz final do Palmeiras, conseguindo segurar o prejuízo mínimo e mantendo a eliminatória viva.
