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ISF 0 x 0 VAS 8/09, 19h El Campin - COL
GRE 1 x 2 VAS 12/09, 17h Arena Grêmio - RS
VAS 2 x 0 ISF 15/09, 19h São Januário - RJ
VAS 5 x 0 CTB 19/09, 20h30 São Januário - RJ
BOT x VAS 07/10, 20h30 Nilton Santos - RJ
VAS x REM 10/10, 18h00 São Januário - RJ
BOC x VAS 13/10, 21h30 La Bombonera - ARG
SAO x VAS 17/10, 21h00 Morumbi - SP

Vasco calibra a pontaria e dispara em eficiência no Campeonato Brasileiro

Vasco salta oito posições no ranking dos melhores ataques do Brasileirão. 
A goleada acachapante sobre o Coritiba, no último sábado (19), não foi apenas um resultado para o torcedor vascaíno comemorar. Ela simboliza a virada de chave de uma equipe que, até pouco tempo atrás, duelava contra sua própria ineficiência ofensiva. O Vasco que antes criava e desperdiçava, agora é muito mais letal e efetivo contra seus adversários.
Após figurar como o segundo pior ataque do Campeonato Brasileiro nas primeiras 24 rodadas, o time comandado por Pedro Emanuel vive uma metamorfose, e hoje ostenta a melhor marca ofensiva do torneio nos últimos quatro jogos.

Mercado da bola e a mudança de patamar 
O problema na hora de concluir em gol não é novidade no Vasco, mas ele se acentuou após o desmanche do setor ofensivo de 2025. As saídas de Rayan e Vegetti — responsáveis por metade dos gols vascaínos no ano passado — deixaram um vácuo que nem Fernando Diniz e tampouco Renato Gaúcho conseguiram preencher de imediato.
A mudança de patamar veio com paciência e agressividade no mercado. A diretoria foi às compras e trouxe peças como Alan Lescano, Facundo Colidio e Bruno Duarte. Conforme os novos reforços foram ganhando ritmo de jogo e assimilaram a filosofia de Pedro Emanuel, o ataque finalmente começou a engrenar.

O raio-x da transformação: do volume à eficácia
Os números coletados pelo SofaScore traduzem perfeitamente essa evolução. O Vasco sempre foi um time de postura agressiva: é o líder em finalizações de todo o Brasileirão, com 484 chutes, superando até mesmo o líder Flamengo, que soma 438.
O paradoxo era que esse bombardeio não se convertia em bola na rede, deixando o clube na modesta 11ª posição entre os melhores ataques e flertando na tabela na briga contra o rebaixamento. Nas 24 rodadas iniciais, a métrica de Gols Esperados (xG) — que analisa a probabilidade real de uma chance virar gol — indicava que o Vasco deveria ter o terceiro melhor ataque do país, mas na prática, era o penúltimo.
Estatística (Brasileirão)             Primeiras 24 RodadasÚltimas 4 Rodadas
Aproveitamento Ofensivo          2º pior ataque do torneio         Melhor ataque nesse recorte atual
Desempenho Geral           Ineficiência crônica no (xG)         3 vitórias, 1 empate e 10 gols marcados
A lei da compensação
Nas últimas quatro partidas, a lógica da estatística finalmente se mostrou a favor do Cruz-Maltino. Mantendo o alto volume de jogo, mas com a pontaria mais calibrada, o Vasco anotou 10 gols em uma sequência invicta de três vitórias e um empate. Pela primeira vez no campeonato, o time marcou mais gols do que a métrica do xG previa.
Ainda assim, sabemos que há um caminho longo a percorrer, para a equipe de São Januário se livrar definitivamente do fantasma do rebaixamento. Porém, a evolução coletiva é nítida e mostra que o Vasco encontrou o caminho certo. O volume de jogo que antes causava frustração ao torcedor, agora dita o ritmo da reação vascaína que salta aos olhos de todos no Campeonato Brasileiro.

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