Após suspensão da liminar e retorno de Pedrinho, veja como fica a venda da SAF
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| A volta de Pedrinho ao Conselho de Administração da SAF pode definir o futuro do Vasco. |
A volta de Pedrinho ao Conselho de Administração da SAF reacende as esperanças de um desfecho definitivo para a transição do futebol, colocando o investidor Marcos Lamacchia novamente na mesa de negociação num momento importantíssimo, em que o Vasco terá a grande oportunidade de, finalmente, entrar no caminho da profissionalização.
O fato é que o retorno de Pedrinho cumpre a primeira exigência do investidor para assinar o cheque bilionário. Marcos Lamacchia foi categórico ao afirmar que o negócio só aconteceria com a governança anterior restabelecida. Analisando friamente o cenário do Vasco hoje, a postura do investidor expõe a total insegurança jurídica provocada pela política interna do clube. É inadmissível que vaidades políticas consigam induzir o Judiciário ao erro para travar uma venda que pode salvar o clube da asfixia financeira.
Se não fosse pela credibilidade pessoal de Pedrinho, o investidor já teria abandonado o barco. O otimismo de Lamacchia ao classificar o imbróglio com a 777 Partners como uma mera "cortina de fumaça" soa como um fato simples de se resolver. Porém, com 39% das ações em disputa na arbitragem e 31% ainda sob o domínio dos americanos, ignorar o peso jurídico da antiga investodora é um risco que não deve ser desconsiderado.
Pedrinho apresentou as linhas gerais do memorando de entendimento aos conselheiros, mas a ausência de um plano detalhado sobre como desatar o nó com os antigos donos da SAF deixa uma dúvida no ar. O torcedor vascaíno tem o direito de comemorar a saída dos interventores, mas a diretoria precisa entender que a transparência não é opcional quando o futuro do clube está em jogo.
O impacto prático dessa decisão nos próximos meses será importantíssimo, tanto nos bastidores quanto nas quatro linhas. A estabilização política hoje, tira um peso enorme das costas da comissão técnica e do elenco. Saber que a diretoria retomou o controle do futebol no clube, traz o mínimo de paz psicológica para focar exclusivamente nos jogos do Vasco e na busca de poder colocar o time em uma posição digna no Campeonato Brasileiro.
A longo prazo, o relógio corre contra a gestão de Pedrinho. Embora o apoio de 106 conselheiros em carta aberta dê um fôlego político importante, o rito estatutário para a venda definitiva é longo e burocrático. A proposta de Lamacchia precisará ser sabatinada e aprovada no Conselho de Beneméritos, no Conselho Deliberativo e, finalmente, na Assembleia Geral dos associados. Lembrando que, isso tudo ocorrerá sob a supervisão de uma Justiça que gerencia a recuperação judicial do clube.
A retomada da governança por Pedrinho e das conversas com Marcos Lamacchia são passos extremamente corretos, mas o veredito final exige muita cautela. O entusiasmo com o investimento bilionário é legítimo, mas ele deve vir acompanhado de garantias contratuais rígidas, transparência total nas negociações com a 777 e o respeito absoluto às instâncias democráticas do clube, para que o importante processo de profissionalisação da Instituição Vasco da Gama seja concretizado de forma definitiva.
Agora a palavra está com o torcedor: Você acredita que a venda da SAF para o grupo de Marcos Lamacchia será a salvação definitiva do clube?
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Até que enfim suspenderam essa liminar esdrúxula. Vamos Vasco!!!
ResponderExcluirPedrinho é o cara!!!
ResponderExcluirEssa decisão vai criar um clima tenso lá na legião do mau, imaginem o desespero do BAP com essa notícia
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