![]() |
| Dedé sofreu racismo no Paraguai |
Os principais alvos dos xingamentos não se abateram com a situação, mas expressaram a sua revolta. “Estou tranquilo e isso não me abala. Mas é chato, a gente fica triste em escutar um babaca chamar a gente de macaco”, esbravejou Dedé.
“Fico triste por existirem pessoas assim, mas mantenho a minha cabeça erguida. Tenho orgulho da minha cor e orgulho de ser brasileiro. Não vai ser a primeira nem a última vez que vou ouvir isso, mas não vou me abalar. O que aconteceu nos deu mais motivação lá”, disse.
O camisa 26 explicou ainda que os insultos racistas não partiram de nenhum jogador ou de algum membro da comissão técnica adversária, e sim da torcida. Ao falar sobre o jogo de volta, na quarta-feira, em São Januário, Dedé lembrou do tratamento recebido no Paraguai e confirmou a atmosfera de revanche no próximo encontro com o Libertad.
“O clima já está acirrado. Nós não fomos foi bem tratados lá. Não deixaram a gente treinar no campo e fazer um simples reconhecimento de gramado. Então tudo começou a partir daí”, explicou o zagueiro da seleção brasileira.
Alvo de cusparadas durante o intervalo de jogo, Renato Silva encarou a situação como uma atitude isolada de alguns torcedores.
Mais comedido que Dedé, ele também falou sobre a incômoda situação vivenciada no país vizinho.
“Foi a primeira vez que ocorreu comigo, mas não tenho mágoa de nada. Fomos direto para o hotel, pois se a gente corresse atrás de polícia poderia gerar um sentimento maior de raiva. Ignoramos, então acho que não voltarão a fazer isso”, explicou.
O elenco vascaíno treina nesta sexta-feira em São Januário e se prepara para o clássico de domingo contra o Botafogo, no Engenhão.
